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Um Abraço Instado para Si Joan Didion

Joan Didion.

"Daqui a pouco, o brilho da cidade das luzes. Numa das janelas a iluminar-se no Upper East Side de Manhattan estará Joan Didion. (...)"
"A janela de Joan Didion quase se vê de Central Park."
Tribulação inequívoca no semblante da tragédia (quase não sendo: infausto não previsto) quando a morte - se bem que aqui gostaria de metaforizar com um verso de Sophia de Mello Breyner Andresen; aquele. Sabem? - nos subtrai furtivamente efectivo outro  lugar-pessoa-mundo, cujo nos é concernente.
"(...) A meio da tarde, a lareira estava por acender. Mesmo assim, sentámo-nos junto da lareira para conversar. (...) John Dune já não se senta junto da lareira com um livro na mão e uma bebida na outra antes de jantar. E a sua filha, Quintana Roo, já não a vem visitar." Agora, Joan Didion está absolutamente só e eu, copioso orgânico sustado, acabei de ler o último parágrafo de
O Ano do Pensamento Mágico, o livro. A lápide apêndice elucidativa. Os meus cordiais pêsames e sentimentos.
Mais do que uma narrativa violentamente fatal, acrescem-lhe os interesses jornalísticos: "em 2005, nos Estados Unidos, o National Book Award para Não-Ficção, o júri explicou que não se tratava apenas de uma
memoir, era também um trabalho de "jornalismo de investigação". Sobre a morte."
Aparentemente, "A cidade onde habito é rica de desastres / Embora exista a praia lisa que sonhei"
.


Marques, S.M., 2009. Os Cadernos de Joan Didion. Ler, Setembro. pp. 50-54.

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