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O Legado dos Óscares 2010

Kathryn Ann Bigelow agradece.

Se bem que a desbarato (e digo da 82.ª edição dos Óscares, 2010), de James Cameron por Kathryn Ann Bigelow, se cominou numa subida ao palco um tanto não agradecida aos benefícios: ex-mulher do dito argumentista canadense; entre não só esse, almejou conscientemente a estatueta em mãos. Assim, ainda assombrado pelo excessivo grave de Titanic, estonteou quando o Academy Award for Best Directing, assumiu relevo pelo "The Hurt Locker” da então realizadora norte-americana. Avatar, sendo agridoce, deteve-se coerente pelas condições mais técnico-artísticas e efeitos especiais in contemporaneidade dos tempos actuais.
À parte disso, Bigelow estremunhada de espírito absoluto, diz: "And we owe them dearly. Sorry to reiterate..." enquanto – sejamos conscientes –, Cameron engolia ressequido pelos milhões acometidos no conflito épico em Pandora: resoluto terciário ecologista como intra-significado.





De qualquer modo, pessoalmente, afinco-me extasiado (sem pincelar sombreado sobre todas as outras merecidas categorias), ao Academy Award for Best Adapted Screenplay deste ano, para o fabuloso Precious baseado no romance Push de Sapphire, na presunçosa carga dramática e personagens-tipo estereotipadas a que nos acostumou. Verdade magoada. Livro traduzido em onze idiomas ao lado do português de Portugal. "(...) This gonna be my secound baby. My daughter got Down Sinder. She´s retarded. I had got left back in the second grade too, when I was seven, 'cause I couldn't read.(...) I got suspended from school 'cause I'm pregnant which I don't think is fair. I ain' did nothin'!"
"My name is Claireece Precious Jones. I don't know why I'm telling you that." – na primeira pessoa do singular.

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