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E Se Eu Fosse Cego? Narrativas Silenciadas da Deficiência

E Se Eu Fosse Cego? Narrativas Silenciadas da Deficiência de Bruno Sena Martins. E porque não? Sei que ando sempre de canadianas perante o tempo presente realis - não destoo essa (quase) moléstia específica que demuda inconstante. Se aprazer, devia denominá-la como predisposição particular: a preguiça ou, menos dano, falta de tempo. Não sei qual deva escolher... Se bem que em no-detrimento da minha personagem, a combinação das duas, será verdadeiramente jactanciosa. Leitura agendada. Fazer vista. Amanhã, assim que tiver ensejo, compro.
Não obstante, como meu pontual advogado de defesa, alego que leio o que quero e quando quero.
Os três agentes que deram calibre ao que não existia:
 
  • O arrimo do Papa Bento XVI, garantidamente (na Alemanha e com o seu paisano Robert Zollitsch, na altercação contra a pedofilia e os abusos sexuais: "Qualquer forma de ver é igualmente uma forma de não ver", Steven Lukes. Casos probatórios de cegueira;
  • Os cegos profundos e Deus no rezar em português - desleal para os cem mil cegos em Portugal. Forro fingido purulento;
  • Uma noite, na cegueira platónica, uma amiga minha, ao mostrar-me os desenhos do seu Diário Gráfico, disse: "O que é que eles querem? Tomem lá! Deus. Mostro-lhes o que é para mim Deus." Para ela, Ele é, nada além, nada grau, silhuetas de bailarinas de flamengo.

Se calhar, nada a propósito. Bendito estilo desatravancado - meu - primitivo.

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