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| Unfolding the Aryan Papers (2009) de Jane e Louise Wilson, Lisboa, Portugal |
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| Unfolding the Aryan Papers (2009) de Jane e Louise Wilson, Lisboa, Portugal |
Na extensão de um jardim apegado às consciências arquitectónicas paisagistas de António Viana Barreto e do Professor Gonçalo Ribeiro Telles, in loco, as chuvas de um Inverno tremendo de presença, a locupletar o céu ainda mais de cinzento-azulão: visita apressada ao ar livre pelo cunho evolutivo histórico geral, dos jardins e espaços verdes no Ocidente e no Oriente, nasce, na profusão vertical do espaço, a maior exposição a solo, até à data, das gémeas britânicas Jane e Louise Wilson. Edifício de Arte Moderna. Fundação Calouste Gulbenkian. Fevereiro de 2010.
Respirava-se um cheiro aquoso verde e, no blusão grosso agarrado ao corpo, as mãos procuravam os bolsos. Poucas pessoas. Quase nenhumas nas micro paisagens.
Lá dentro, a exposição. Merecida e imponente. Parei e escutei com maior deleite – numa voz que soava constante e fresca –, as reflexões da Unfolding the Aryan Papers (2009): passado, presente raio visual e futuro; na composição contextual dos espelhos cujos, corriam na permanência da actriz holandesa Johanna ter Steege. Imagens filmadas por Stanley Kubrick com diferentes roupas, luzes, ângulos. "Conta-me a tua história desde criança." – perguntava-lhe. "E agora volta a contar-ma outra vez." Decidido. Culminava o método do realizador e a extravagância, ou isso. Efígies imperturbáveis como nascentes de água a correrem sem impaciência.
Uma viagem. "(...) transporting us into a state where time itself is suspended." Tempo Suspenso.
Respirava-se um cheiro aquoso verde e, no blusão grosso agarrado ao corpo, as mãos procuravam os bolsos. Poucas pessoas. Quase nenhumas nas micro paisagens.
Lá dentro, a exposição. Merecida e imponente. Parei e escutei com maior deleite – numa voz que soava constante e fresca –, as reflexões da Unfolding the Aryan Papers (2009): passado, presente raio visual e futuro; na composição contextual dos espelhos cujos, corriam na permanência da actriz holandesa Johanna ter Steege. Imagens filmadas por Stanley Kubrick com diferentes roupas, luzes, ângulos. "Conta-me a tua história desde criança." – perguntava-lhe. "E agora volta a contar-ma outra vez." Decidido. Culminava o método do realizador e a extravagância, ou isso. Efígies imperturbáveis como nascentes de água a correrem sem impaciência.
Uma viagem. "(...) transporting us into a state where time itself is suspended." Tempo Suspenso.


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