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Depois dos Dias: Mario Vargas Llosa

Mario Vargas Llosa entre figuras de cera recriando El dos de mayo de 1808 de Francisco Goya, Museu do Prado, Madrid, Espanha
Há um estreitamento plural quando, numa habilidade quebradiça em antónimo, se verifica algo importante na vida normal de um escritor. Exactamente. Chega de dissertações e relâmpago para os discursos agora. Caso o Nobel da Literatura 2010 não fosse já um certo ponto de voyeurismo, sim. A cada passo, por bem, com uma vasta obra escrita e publicada mundialmente, o autor de A Casa Verde, recorda-me a sua relação com o seu país, o Peru, numa mais adúltera que conjugal, cheia de suspeita, paixão e fúria enquanto entrevistado de Ricardo A. Setti, jornalista brasileiro – nessa entrevista que chegou, sabe-se, a durar três dias e a maior que o escritor já alguma vez tinha dado. E assim, desde o "Dia Nobel", Mario Vargas Llosa (n. 1936) tem passado muito tempo a consagrar-se perante perguntas e flashes de apirexia.
Na sombra do ainda existencialismo da existência precede e governa a essência de Sartre, Mario Vargas Llosa – cujos textos fazem julgo antropológico à hierarquia de classes, sociais e raciais, vigente ainda hoje, segundo o escritor, no Peru e na América Latina – veio, ontem, tornar firme que não irá fazer carreira política, rejeitando disputar a presidência do Peru em 2011. Rastilho mordaz deixado pelo passado quando, em 1990, perdeu a presidência para Alberto Fujimori (1990-2000), ex-presidente da República do Peru, cujo foi julgado por corrupção, enriquecimento ilícito, evasão de divisas e genocídio, pela morte de 25 peruanos durante uma manifestação contra o seu governo.
Num semelhante distinto, Llosa, sobra resultado imperativo de razão e fortaleza num período humano, onde acorrer para o destrambelhado, parece porto confiado.

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