“Por baixo do sol vemos um homem nu atado a um tronco de árvore, cingidos os rins por um pano que lhe cobre as partes a que chamamos pudendas e vergonhosas, e os pés tem-nos assentes no que resta de um ramo lateral cortado, porém, por maior firmeza, para que não resvalem desse suporte natural, dois pregos os mantêm, cravados fundo.”
Saramago, J., 1991. O Evangelho Segundo Jesus Cristo. 20.ª ed. Lisboa: Editorial Caminho, S.A..
A construção pensativa e própria do escritor José Saramago precipitou-se (ou menos grau) para um inconsciente largo onde o não agradecer religioso, que sobejou de toda uma contra e vasta influência natural, mostrou-nos que o escritor levou a concelho interior a verdadeira forma da sua avaliação. Uma vocalização de que, de facto, Deus (e todo o intermédio divino posto em livro), era uma pedra no sapato para o próprio e, desta feição, para o leitor diligente. Por axioma, o seu interesse pelo domínio teológico percorreu nas veias do seu corpo, uma (quase) fórmula perfeita do” Tratado de Deus”. Entretanto, essa inimizade panteísta não excitou menos, durante a sua vida, o idear grandes virtudes, como juízo racionalista de Spinoza.
Sabia de modo, que a falsidade conjugava o eterno, assim como, a exactidão passava pelo renque daquilo que florescia às palavras. Como entendedor de discernimento.
Dentro de José Saramago – muito afora da pessoa – cresceu um criado e um criador inventivo da própria realidade: ainda dispersa e cheia de vícios estaria uma teologia particular: Ele está na cabeça de cada um; inacabada e coesa de sinais gráficos de interrogação. Para o Cristianismo, Caim, foi por escopo o naufrágio celebrado. Para outros, a exaltação por acabar.
Sabia de modo, que a falsidade conjugava o eterno, assim como, a exactidão passava pelo renque daquilo que florescia às palavras. Como entendedor de discernimento.
Dentro de José Saramago – muito afora da pessoa – cresceu um criado e um criador inventivo da própria realidade: ainda dispersa e cheia de vícios estaria uma teologia particular: Ele está na cabeça de cada um; inacabada e coesa de sinais gráficos de interrogação. Para o Cristianismo, Caim, foi por escopo o naufrágio celebrado. Para outros, a exaltação por acabar.

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