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Contra a Lei da Rolha


Imaginemos, contudo, um dia inteiro sem qualquer tipo de notícias. Não sei se acho pura doutrina afincada às tropas, cuja toma por critério da verdade o valor prático e se opõe ao intelectualismo. Assim acontece em Itália hoje. Tudo porque, em causa está o desassombro da escrituração: o projecto lei contra a dita investigação jornalística que aplica a redução do tempo de antena, o uso restrito ou controlado de escutas nas investigações e a proibição – purgante enérgico aqui –, de qualquer publicação de conversas gravadas: "…este tipo de gente é execrável, é vigarista, é desonesto, é aldrabão e isto é tempo de dizer basta a este tipo de gente." – já diz Carlos Queirós sobre a polémica inspiração, escura e silenciosa, das afirmações confirmadas pelo jornal Sol, ontem, em primeira página.
À parte disso, A Federação Nacional da Imprensa Italiana convocou uma greve de 24 horas.
Não há jornais nas bancas (nem os mais considerados, como o La Republica e o Corriere della Sera), nem outros, mesmo os gratuitos. A rádio e a televisão estão sem bloco de notícias e os sites, por actualizar.
Com o fim do protesto dos jornalistas agendado para as 6h de amanhã, Sábado, manifesta-me apenas advertir que toda a violação democrática, não conforma o direito constitucional à informação – moderada.

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