O desequilíbrio, a desesperada consciência de não poder alcançar o que persigo, a beleza de um corpo vivo. Sentir isso como a verdadeira morte. Reconhecer uma vida dedicada ao que nunca foi possível. Continuar por inércia, por não poder de outro modo, com esforço, com dor. Tudo no passado. O futuro no passado.
Paixão, P., 2002. Cala a Minha Boca Com a Tua. 1.ª ed. Lisboa: Pedro Paixão e Edições Cotovia.
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