Canso-me de pensar no conjunto de manipulações neste estado democrático desconjuntado; certas figuras consideráveis no espaço político e não só – lugar vazio de certezas –, para obterem um resultado que, para mim, ainda se comunga na triste incerteza. Vaidade corrupta, envolvimentos escuros e contingentes, casos desusados em matéria de falsidade e uma justiça baralhada e incoerente. De arrasto. Como hesitação de considerar à pressa leis. Juízes que assumem longo tempo para aclarar, apurar processos, cujos arriscam em decisões ronceiras.Processo "Face Oculta". José Sócrates, envolvido na compra da Media Capital que controla a TVI e, por conseguinte, Manuela Moura Guedes, deixou apressada por influxo o Jornal Nacional, "travestido" e feito "de ódio e perseguição" – atacado de cólera-morbo o primeiro-ministro, disse.
Culminou, no entretanto, o delito contra a liberdade de informação e os seus reveses, ora de acusação: a jornalista Moura Guedes querendo instar com porfia judicialmente o primeiro-ministro por difamação. Ora de resguardar (pela pessoa do primeiro ministro), em variadas entrevistas, o seu objectivo imaculado das politologias do PS. Por sua vez, o Caso Freeport, incendeia, pelo que ainda não sei e não percebi, a novamente evidência de José Sócrates, num ambiente marginal (ou partida negativa) sob a também claridade do aperto em cerco, na campanha do PS para as legislativas, de Luís Figo, o qual, segundo a sua Fundação admitiu não ter arrimado quantias ou contrapartidas da Portugal Telecom ou da Tagus Park.
Mas que repulsão e o que é que se passa por cá, senão outras tramas exactas e ilegítimas? Arquivar escutas é sempre um procedimento original. Ou chamem o Conde d'Abranhos por si só.
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